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INSTITUTO PARA O DESENVOLVIMENTO DA HABITAÇÃO ECOLÓGICA Tels.: + 55 (11) 3326-9876/ 3711-4118/ 3227-4742 Cel.: + 55 (11) 8116-5924 E-mail: idhea@idhea.com.br home | contato |
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modo de vida sustentável
O cidadão sustentável: Por que ecoprodutos?
O consumo e
uso de ecoprodutos, nos vários níveis possíveis –como alimentos, vestuário,
mobiliário, materiais de construção, etc.- tem dois objetivos principais: a)
garantir saúde e melhor garantia para o próprio consumidor; e b) estimular
um novo modo de vida, consumo e produção na sociedade, mais harmonioso,
justo e que preserve recursos para as gerações futuras. Algumas recomendações, simples e acessíveis a todo aquele que pretende ser um cidadão sustentável, são enunciadas a seguir. Alimentação e saúde
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Evite ou limite o consumo de bebidas alcoólicas, cigarros e substâncias
inebriantes ou que alterem o estado de consciência;
Habitação • Se possível, utilize aquecedores solares para esquentar a água do banho. Eles ajudam a economizar de 25% a 30% na conta de energia elétrica e se pagam em um ano e meio de instalação. O sistema contribui para poupar energia em geral;
•
Evite morar próximo de grandes torres de transmissão ou das chamadas
estações Rádio-base para telefonia celular; Alimentação • Para quem não tem condição de cultivar o próprio alimento -caso da maior parte das pessoas que vivem nos centros urbanos-, é importante seguir alguns critérios, antes de sair para as compras; • Hortaliças (verduras e legumes); • Alguns critérios para a escolha dos alimentos são importantes. Procure adquirir produtos de época, isto é, que “dão” na estação em que você se encontra. A maior parte das hortaliças consumidas no Brasil são de origem européia –como a alface, a cenoura e a escarola-, mas isso não impede que encontremos produtos de época e nativos; • Há vegetais que, embora não sejam nativos do Brasil, estão inteiramente adaptados ao nosso solo. É o caso do inhame e do cará, por exemplo. Outros produtos, de origem temperada mas igualmente maravilhosos, são a cenoura, o nabo e a bardana (gobô) -que pode ser encontrada em casas de produtos naturais e de origem oriental. Produtos orgânicos• Se possível, adquira produtos orgânicos, que não tenham sido cultivados com adubos químicos ou pulverizados com agrotóxicos. • Procure pontos de venda de produtos orgânicos na cidade -feiras, entrepostos, casas de produtos naturais, etc.-, onde você encontrará um grande sortimento de artigos alimentícios de qualidade. Há cada vez mais produtores orgânicos nas feiras e gôndolas de supermercados. Produtos rústicos• Existem também produtos rústicos, que não são exigentes em seu cultivo, dispensando agrotóxicos e adubos químicos. Normalmente, os agricultores não os cultivam com exclusividade. Aproveitam o espaço vazio de alguma outra cultura e plantam nos intervalos (consorciação). Essa é uma ótima opção para quem deseja produtos saudáveis, sem contaminantes. • Alguns itens que podem ser comprados sem medo: maxixe, batata-doce, quiabo, cará, inhame, taioba, limão galego ou rosa. Desses, dois são particularmente recomendados: o limão -uma das mais importantes frutas- e o inhame. • Reduza o consumo dos seguintes alimentos: batata-inglesa (batatinha), tomate, carnes de qualquer espécie (peixe, carne bovina, frango, mariscos, ostras, camarões etc.). Introduza em sua alimentação leguminosas -que são ricas em proteínas vegetais-, como soja, grão-de-bico, feijão azuki, lentilha, ervilhas etc., além de cereais integrais, como aveia, trigo integral, cevadinha, centeio e arroz integral. Utilize azeite de oliva, de preferência prensado a frio, ou óleo de gergelim; para cozimento, prefira óleo de girassol, também prensado a frio. • Use também oleaginosas, riquíssimas em proteínas, óleos naturais e vitaminas, caso da Castanha do Pará, Castanha de Cajú e semente de girassol (sem a casca), que contém um fator anti-radioativo em sua composição. Ao adquirir soja ou produtos derivados, certifique-se de que não é transgênico, tecnologia absolutamente desnecessária e de consequências imprevisíveis para o ser humano. Quem vê cara, não vê o veneno• Na hora de comprar verduras, não se norteie pelos produtos mais bonitos -que às vezes carregam muito venenos. Evite vegetais vistosos e brilhantes, que normalmente recebem doses pesadas de adubos químicos, além de agrotóxicos para manterem seus tecidos (folhas) isentos de insetos. • Use o raciocínio inverso ao da propaganda, no caso das hortaliças. Procure alimentos mais “feios”, em que seja possível encontrar alguma minhoca ou mesmo uma simples tesourinha. Vermes e insetos podem significar que o vegetal não foi pulverizado com agrotóxicos ou que a carga não foi muito intensa. Lembre-se de um raciocínio básico: vida atrai vida. Se um inseto recusa ou morre após o contato com um determinado alimento, será que esse produto fará bem à nossa saúde? • No caso de frutas, evite as importadas, que recebem conservantes e que normalmente são cultivadas com adubos químicos solúveis e agrotóxicos. Prefira sempre alimentos de época, da sua região ou locais próximos. Outra opção é procurar associações ou produtores orgânicos, cujos produtos sejam certificados por entidades de reconhecida credibilidade.
Higiene
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Além da alimentação, é fundamental zelar pelo corpo e seu funcionamento. Quantidades excessivas de produtos químicos em contato com o corpo podem acarretar na retirada de sua proteção natural. Pele
• Evite o uso excessivo de sabonetes no corpo, com exceção daquelas partes que acumular sujeira, como unhas, mãos, solas dos pés, órgãos genitais e ânus. Procure utilizar o sabonete com parcimônia. Sabonetes retiram a gordura natural que reveste a pele humana, a qual funciona como proteção contra os efeitos nocivos de alguns raios do espectro solar (particularmente, o ultravioleta) e microorganismos que se encontram no |
| ambiente. Além disso, a gordura natural da pele é um dos fatores de assimilação das vitaminas do tipo D. Após alguns dias sem usar sabonete, a pele voltará a ficar sedosa e a respirar normalmente. | |
• Para retirar o excesso de gordura e limpar reentrâncias -como atrás do pescoço, por trás das orelhas-, utilize a bucha vegetal (uma cucurbitácea, planta da mesma família das abóboras), que pode ser encontrada em supermercados, farmácias homeopáticas, fitoterápicas e casas de produtos naturais. É excelente também para retirar as células mortas.
• Caso não consiga abster-se de sabonetes, procure usar sabonetes neutros, em cuja composição haja a menor quantidade de ingredientes químicos.
• Não permita que a propaganda consumista -que encara as pessoas apenas como consumidores e não seres humanos- mapeie e “loteie” seu corpo, impingindo-lhe produtos para os cabelos, olhos, orelhas, lábios, pescoço, abdômen, pés, mãos, etc. Tudo o que fizer, faça-o conscientemente. Exerça seu direito de escolha, o que inclui também o direito de recusar o que é inútil e prejudicial.
• Lembre-se que quanto maior o número de produtos que forem colocados em/e sobre seu corpo, maior será a dificuldade de respiração de sua pele. Não respiramos apenas pelas narinas, mas também pela pele, pés e cabelos.
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